Nesta obra, Maria Goretti nos presenteia com um texto sensível e apaixonado sobre a representação simbólica da imagem da mulher na propaganda e no cinema, abordando os seus diversificados papéis no decorrer de trÊs momentos históricos.
No primeiro, salienta o papel da mulher dentro da Revolução Industrial e na Indústria Cultural, onde busca fonte sobre a história da mulher, com rápidas pinceladas sobre o seu desenvolvimento na civilização. Para finalizar suas considerações, a autora analisa o filme Metrópolis (1926), de Fritz Lang, dentro do qual surgem os novos paradigmas sobre a mulher - máquina.
No segundo momento, ainda sob o prima da sociedade de massa, apresenta a revolução feminina, pós-industrial, onde novos valores sociais no cinema se interpelavam para abordar um conceito inusitado do feminino. Finaliza sua análise discutindo o filme Barbarella de Roger Vadim, contextualizando-o em tempo e espaço.
No último dos momentos, a autora aborda a sociedade pós-industrial que já apresenta o início da robotização feminina, representada pela revolução tecnológica, e elabora uma análise crítica sobre esta trajetória, passando pela propaganda, mas exemplificando através do cinema com o filme Blade Runner, de Ridley Scott.