As ciências
cognitivas, aliadas às neurociências, têm contribuído para o
conhecimento mais refinado dos papéis da cognição e da emoção no
entendimento de vários transtornos psicológicos, bem como de seus
efeitos neurobiológicos. A terapia cognitiva (TC), baseada
principalmente nas teorias cognitivas, utiliza-se desse conhecimento na
prática clínica para tratar desses transtornos, através da avaliação e
da modificação de crenças autoderrotistas, que mantém as perturbações
psicológicas.
O reconhecimento da eficácia
da TC vem se fortalecendo de forma crescente, através de estudos
controlados que utilizam procedimentos de observação clínica, de medidas
validadas, de monitoração de comportamentos e crenças etc. Em estudos
recentes, a eficácia da TC também pode ser constatada através de exames
de neuroimagens, que avaliaram os seus efeitos neurobiológicos no
tratamento de transtornos: obsessivo-compulsivo, depressivo maior, fobia
social, fobia específica e de estresse pós-traumático, mostrando que a
TC tem o potencial de modificar circuitos neurais relacionados a esses
transtornos estudados.
Todas essas evidências
explicam o rápido aumento da popularidade da TC em todo o mundo, fazendo
com que esta tenha adquirido o status de paradigma dominante na área de
psicologia clínica. No Brasil, essa popularidade se reflete a partir da
quantidade cada vez maior de publicações nacionais nos últimos 10 anos.
Por outro lado, informações da mídia apontam que a busca de pacientes
para tratamento com TC é superior a quantidade de profissionais
treinados para atender a essa demanda.
Formar terapeutas cognitivos
tem sido o compromisso de Eliane Falcone e Helene Shinohara há vários
anos, como resultado das constatações acima. Com vasta experiência em
ensino, pesquisa, supervisão e intervenção em TC, elas estão agora
iniciando novo curso de formação, que terá início em 31 de março de
2007.